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MISSA DO GALO

Ao Bruxo do Cosme Velho, com carinho.

            — Deus meu, perdão! Foi loucura! um excesso! Ainda bem que o amigo do Bento chegou e ele teve de sair para a missa. Olha eu chamando o Bentinho de Bento! Estou nervosa, meu querido diário, peço não estranhar esta página tão diferente; deixe-me escrevê-la, preciso desabafar este sufoco; ao fim sempre se pode rasgá-la...
            Assim começou a nova página do diário de Júlia de Albuquerque e Sousa, uma jovem senhora, casada com o tabelião José Brito de Macedo e Sousa. Já é bastante a inconfidência de revelar os nomes completos de personagens desta história, não vamos agora invadir a privacidade de um diário íntimo. Deixemo-la, pois; que continue a escrevê-lo; fiquemos pelas reticências.
            Para entender tanta aflição voltemos os ponteiros do relógio; uns poucos vinte minutos serão suficientes para contar o ocorrido, aquilo que tanto agita o ânimo da jovem senhora. Casaremos, então, o tempo da ocorrência com o tempo de contar, e todos lucraremos.
            Voltemos, portanto, no tempo, quando o relógio marca alguns minutos passados das onze horas de uma noite de Natal. O ano não é antigo, a cidade é a grande metrópole e o rapaz que ali se senta, na sala da frente da casa, é Bentinho, que veio da alta mogiana para prestar vestibular na capital e instalou-se em casa do primo de sua mãe, há pouco mais de uma quinzena. Neste instante já tem as provas finalizadas; o resultado sairá para o fim de janeiro. Não retornou ao interior por desejo de ver a missa do galo na catedral da Sé. Talvez seja lícito concluir que o rapaz carrega consigo grande devoção religiosa, mais, ainda, se for dito que fez seus estudos em escola de padres. Não concluo, porém; e o leitor há de perdoar; nessa idade do homem é comum surgir dúvidas existenciais, que serão ou não resolvidas quando adulto. Às vezes se morre com elas. Quantos devotos de seminários acabam por se tornar adultos descrentes? Quantos outros, como aquele Karamazov, continuarão sucumbidos na dúvida até o derradeiro alento? Melhor mantermo-nos isentos e dizer que o rapaz tem apenas desejo de ver a referida missa, desejo que pode ser simplesmente estético.
            A prima Júlia e dona Jacinta, sua mãe, recolheram-se cedo, como de costume, e o Brito fora aos cavalinhos, também seu costume das sextas-feiras. Este Brito fizera carreira no Tabelião de Notas do bairro escalando sucessivos postos até ser o segundo homem. Avesso ao casamento tinha, contudo, vida regrada e um só vício – dizia ser o vício de sua vida, as corridas do Jockey nas noites de sexta-feira. Voltava para casa aos sábados, e vinha sempre com os cabelos molhados. Jamais convidou um amigo para ir junto; ia sempre sozinho. Os maledicentes chegavam a duvidar da existência dos cavalinhos; é que há muita maledicência no mundo. Aliás, nele existe de um tudo, para o bem e para o mal; o mundo não para, e para mostrar que nada tinha contra o homem, fez falecer o tabelião titular, do qual Brito seria o natural substituto. Havia, porém, um óbice, uma verdadeira pedra no meio do caminho, como diria o poeta, o posto exigia que seu ocupante fosse casado. A solução estava ao pé de si, bem perto, era a moça Júlia, estagiária e quase advogada. Fez com ela um acordo nupcial: casava, com a condição de manter livre suas noites de sexta-feira. Júlia, que além de quase advogada, tinha também boas noções de economia, concordou. Removida a pedra do caminho, Brito casou e foi nomeado.
            No quarto, no andar superior do sobrado, Júlia está deitada de olhos abertos, ainda não pegou no sono; está sozinha na cama larga, o marido foi aos cavalinhos, o que não a preocupa, habituada que está. Sente um vazio no peito, um sentimento de falta, mas não do marido, que tanto faz estar ou não presente, quando se deita nem para ela olha, vira para o lado e logo se põe a dormir como se fosse um justo. Júlia não sabe bem o que sente, é uma incompletude. Ela não é romântica, mas desde ontem está impaciente; terá sido por conta do romance que acabara de ler? Meneia a cabeça e deixa escapar um sorriso de descrença, já não é mais uma menina para se impressionar com amores de papel; mas que bom seria... Decide beber um copo de leite açucarado, a mãe diz que chama o sono. Levanta-se, veste o robe e desce a escada. Pouco depois, voltando da cozinha, detém-se antes de subir; a luz fraca que escapa da sala da frente a faz lembrar, é o Bentinho que ainda espera a hora de sair para a missa. Devo ir a ele? Não estou vestida para isso, mas que importa? Bem que estou precisada de um olhar intenso.
            Bentinho, o moço da sala, nem em pensamento se permite chamar Brito de primo, talvez por ser ele um homem já maduro, passou dos cinquenta; trata-o sempre por senhor. Em verdade, Brito é primo da mãe de Bentinho e por isso, outro costume, este já o terceiro destas páginas, ser o casal considerado primos do rapaz. À moça, chamemo-la assim – afinal, que são trinta anos senão o viço pleno da juventude? – a ela Bentinho incorporou com naturalidade o parentesco emprestado, chama-a de prima, e não só, por vezes chega a tratá-la por Ju, hábito moderno dos de sua idade.
            Para matar o tempo – dele somos todos assassinos – enquanto espera pelo amigo Tonico, que ficou de pegá-lo, Bentinho tomou um livro na estante e está a lê-lo quando Júlia entra na sala, tão suavemente que o rapaz nem nota.
            — Não quis ligar a televisão? ela pergunta.
            — Ó, não! ele se surpreende.
            — O Papa deve estar rezando a missa no Vaticano.
            — É que não quis incomodar com o barulho, diz ele quase num soluço.
            O quase soluço é a forma de descrever a emoção que lhe sobe do plexo e enrosca na garganta ao ver a prima vestida de penhoar, andando macio e sentando-se na poltrona ao pé de si. Fosse ele de geração mais antiga se lembraria de Gilda dançando no cabaré e lançando ao ar a echarpe de seda. Desculpe a leitora, mas o que dizer dos movimentos de Júlia ao andar e ao se sentar? A malemolência do gingado e o alçar da seda do robe no ato de se sentar, deixando uma perna coberta e a outra desnuda até a altura do joelho? De um lado o leve bico da chinelinha de alcova e do outro a delicada coluna de uma perna de Afrodite. A meia-luz da sala, já que apenas o abajur de leitura está aceso, vem completar o ambiente de pecado. Pode ser que não, pode ser que só na cabeça do rapaz isso acontece, afinal aos dezessete anos o corpo anda cheio de hormônios. No entanto a leitora atenta há de lembrar, melhor que o leitor, pois os homens são sempre distraídos, que nas primeiras linhas deste enredo viemos nós a surpreender Júlia em desabafo de não sei que sufoco. Se olharmos agora para os olhos dela – e que bonitos estão, tão grandes e tão pretos! - será difícil não perceber um certo ar de lubricidade, e se baixarmos, agora os nossos, por só alguns centímetros, vamos colher a imagem de dois lábios úmidos, que se entreabrem ligeiramente, lábios de fome, de apetite, sublinhando e confirmando aquilo que os olhos não conseguem esconder - ou, ao contrário, desejam revelar?
            Bentinho, atônito, não sabe o que olhar, percebe antes de tudo que o próprio ato de olhar é ofensivo, já que não consegue despi-lo de lascívia. O que vai pensar a prima? Com esforço desvia-o do pé e da perna, mas não evita que, mais acima, ele contorne, quase apalpando, uma cintura delgada, e, sempre subindo, quase enlouquece ao sentir o tecido fino do roupão intumescido pelos mamilos. Júlia não usa sutiãs ao se deitar para dormir e o rapaz não consegue impedir que seu olhar passe a sustentar o peso daqueles seios de Eva.
            — Então, você pegou um livro? consegue perguntar Júlia, disfarçando a quentura que o olhar do moço produziu em seu corpo; bem que ela sentiu, era como um olhar e uma mão que subiam pela sua pele, ao mesmo tempo olhar e tato.
            — Sim, confirmou o rapaz, com algum alívio; a pergunta acabara de quebrar o feitiço - um diálogo de Platão, completa.
            — Qual?
            — O Banquete.
            Este outro diálogo, trocado entre os dois, ainda que tão curto, vem em boa hora, ajuda a disfarçar o olhar concupiscente do rapaz, permitindo que ele o desvie de Júlia para cair sobre o livro. Outro fato vem ajudar ainda mais, o relógio carrilhão, chegando ao primeiro quarto das onze horas, toca o trecho inicial de seu tema musical; ao chegar à hora cheia, tocará a música inteira e baterá as horas.
            Até aqui a conversa vinha se dando em moderada altura, respeitando o desejo de Bentinho de não fazer barulho. As batidas surdas do carrilhão fazem Júlia se lembrar disso e ela tem uma súbita maquinação:
            — Olhe, vamos falar mais baixo, diz em sussurro, mamãe tem sono leve.
            Mentira da prima. Dona Jacinta, ao contrário, tem o sono pesadíssimo, e a filha sabe disso; quem a conhece chega a duvidar se conseguiriam acordá-la as próprias trombetas de Jericó. Não será também, o pedido, por conta do sono do Brito, que hoje é sexta-feira, a noite dos cavalinhos; o marido chegará pela manhã, depois do desjejum, e, por hábito, lhe trará algum regalo. Ao invés de uma bijuteria, um bibelô ou uma água de cheiro, sendo hoje Natal, na certa lhe trará algo valioso, um anel de rubi ou brincos de esmeralda. Cálculos de mulher, seguramente bom cálculo, pois falar em sussurros parece pintar as frases com segredos de confessionário.
            — É o amor o assunto, não é? pergunta Júlia, e a pergunta assume no espaço a forma de uma teia que a aranha tece para pegar a presa.
            — É, sim, confirma mais uma vez o incauto Bentinho.
            — Contudo, continua sussurrando a aranha, quero dizer, a prima, se não estou enganada e a lembrança não falte, não é seguramente do amor de homem e mulher que aí se trata. Ah, esses gregos tão machistas! glorificavam somente o amor entre dois homens. A mulher era tão depreciada que, com elas, só se deitavam para procriação. O primo não há de, nos dias atuais, concordar com isso, não é?
            Este “não é?” sacudiu Bentinho, que já então havia levantado os olhos do livro e olhava agora uns braços, os da prima, claro, que de tão leves e sedosos pareciam ter sido moldados em mármore por Michelangelo, com sobras de sua Pietá. Surpreendido, ele retira os olhos dos braços e os põe entre os lábios murmurantes de Júlia.
            — Não é? insiste a prima.
            — Não, claro, balbucia Bentinho, isso são coisas daquele tempo.
            — Ainda hoje há amores daquele tipo, torna a prima.
            — Há, sim! Hoje há todos os tipos de amor.
            — O amor, qualquer amor, o sublime amor! exclama Julia, e põe-se a exaltar o amor platônico de duas almas que se completam,  que se unem em um amor quase divino; amor que gera odes e sonetos, que inspira poetas e dramaturgos, que leva a sacrifícios e privações, e não raro até à morte. O olhar da prima desviara-se de Bentinho enquanto ela falava e agora fita a parede nua da sala, mas está transfigurado, a parede virou céu e nesse céu a moça vê sonhos sonhados, e nunca realizados. Esgotadas as palavras, os sonhos se desmancham em nuvens e o céu volta a ser parede; o semblante endurece e os olhos voltam para Bentinho e, desanimados, concordam com a boca, que diz em desalento: - Mas é um amor imperfeito!
            — Como assim, por quê? se surpreende o rapaz.
            — Porque não dá frutos! sorri a prima, porque é estéril. Se existisse apenas o amor platônico não haveria a humanidade; o amor, para valer, tem que ser carnal. Veja os bichos, não conhecem Platão, seguem o que a Natureza manda; é o macho cobrindo a fêmea, o côncavo e o convexo se encaixando em voluptuoso amplexo, e novas crias nascendo; pois não é a Biblia que recomenda? crescei e multiplicai-vos! Júlia falava com ênfase; o rosto, que antes tinha uma expressão angélica, quando falava do amor platônico, era agora libidinoso, os lábios chegavam a umedecer quando falavam de macho e fêmea, os olhos faiscavam sexo. E nesta balbúrdia dos dias de hoje, do que você gosta, de amor platônico ou de amor carnal, gosta de homem ou de mulher? desafia Júlia, e a palavra mulher é emitida com tal precisão que enrosca na teia de aranha como as notas de uma sonata de Beethoven grudam-se nas linhas da partitura, em tom maior.
            — De mulher! gagueja Bentinho, como se confessasse um pecado. E o rosto explode de rubor.
            A eloquência gaguejada da resposta confirma o que Júlia suspeitava, ele a deseja; um frêmito lhe perpassa o corpo, ela baixa os olhos e se espanta com a intumescência dos mamilos. Num gesto pudico cruza os braços sobre o peito e ruboriza também. Um silêncio tenso se instala na sala. Cada um de per si avalia a situação, mas essa contabilidade é interrompida por dois toques de buzina de carro.
            — É o Tonico! lembra o rapaz, veio me pegar. Diz isto como quem emerge de uma água profunda e toma o ar que lhe faltava. Mas o alívio vem pincelado de mágoa, diabo, bem agora? não podia ter demorado mais um pouco?
            — Vá lá, Bento, vá! Não se atrase. Reze um Pai-nosso por mim, que estou precisada.
            Bentinho toma um agasalho e sai; descendo ao pequeno jardim ainda ouve o carrilhão, que começa a tocar as onze e meia. Júlia sobe as escadas para voltar ao quarto; enquanto pisa os degraus uma aflição vai lhe tomando a alma e já sabemos que estará no auge quando no quarto entrar. Vai despejar no papel todo o horror que ora sente; irá registrar o desprezo que tem por si, o nojo que lhe dá a ação de rameira. Onde já se viu, abusar de Bentinho – um garoto! – ainda não fez dezoito. Mas ele está tão bonito e forte! Aquele bigodinho aparecendo e os tufos de barba no queixo! E aqueles braços de bíceps formados! Já não estarão prontos para másculos abraços? E aqueles olhos rasgados de gato persa? Bem vi que me olhavam com fome... E Deus não manda dar de comer a quem tem fome? O Brito que tome tento, no fim de janeiro o Bento está de volta...
            Paremos por aqui querida leitora; que as reticências interrompam nossa indiscrição de invadir o que deve ser inviolável; deixemos, pela segunda vez, que a jovem senhora prossiga com seu desabafo. Há coisas que devem ficar em segredo sempre, como ensina aquele velho fado: nem às paredes confesso! Não neguemos a ela, contudo, nossa confiança; a boa moral e a religião certo a impedirão de dar um mau passo. Tormentas e tempestades, vez ou outra, em cima de todos nós desabam, e nem por isso sucumbimos. Não continuamos vivos? Depois da tempestade vem a bonança etc.etc...
            Enquanto nos perdemos em tantas perorações, Bentinho já está instalado no carro, que corre veloz. Ah, estes moços tão ligeiros! Ao encontrar o amigo Tonico dera-lhe apenas um oi e mais duas palavras; em seguida ficou quieto, ensimesmado, rememorando. Meu Deus, o que foi aquilo? Impressão minha, ou a prima estava provocando, se oferecendo? Arre! se o Tinoco não chega acho que eu pulava em cima dela. Gostosa! Como não percebi antes? Fiquei quinze dias sem ver; acho que por causa dos estudos. Mas, não! Estúpido que sou! Deve ser malícia minha, vai ver que a coitada estava só fazendo uma gentileza, me ajudando a passar o tempo enquanto o Tonico não vinha. Maldade, a minha; sou um pervertido; vou rezar um Pai-nosso e pedir perdão pelo pecado... Ah! não posso esquecer, rezarei também outro Pai-nosso por Júlia; ela pediu, disse estar precisada.
            Na sala agora vazia do sobrado o quebra-luz continua aceso.
            Esqueceram de apagá-lo.


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