O menino ainda não tinha idade para a escola, mas tinha vontade, nem tanto pela escola em si, um ser desconhecido que morava detrás do muro, mas por causa do irmão mais velho. Irmão mais velho é sempre ídolo, o menino ainda não sabia, só sentia. Queria ser como o irmão, grande, forte, queria vestir o uniforme do irmão, calção marinho e camisa branca de bolso bordado. Queria ter uma mala preta, cheia de cadernos, lápis, e até caneta. Uma lancheira, com o lanche gostoso que a mãe faz. E o beijo da mãe, quando despedia de manhã. E o alvoroço, quando voltava, hora do almoço. Naquele almoço o irmão voltara mais animado que de costume. Voltava sempre animado, mas naquele dia voltou mais, ia tocar repique no desfile da escola; dia da pátria estava chegando e tinham começado os ensaios. Falava e ria, todo contente, como passarinho na árvore. O menino escut...