Hoje quase não se usa, mas houve o seu tempo. Tempo em que era eu um jovem acadêmico, quase meio engenheiro, às voltas com um trabalho da cadeira de cálculo estrutural. Sonhava com trigonometrias e hipotenusas e, efeito da idade, sonhava também com musas hipotéticas. Creio que tinha, então, a cabeça dividida ao meio, uma parte ocupada por matemáticas e a outra preenchida de hormônios. Como se vê, era perfeitamente normal nos meus vinte anos. A universidade, no norte do Paraná, não era grande e todas as faculdades eram próximas entre si, formando um campus pequeno. Um único centro acadêmico congregava todos os estudantes e, afora seus intermináveis cursos de marxismo, notabilizava-se, nosso centro, por organizar na semana de carnaval um magnífico baile de máscaras. Pelo menos no m...