José Maria perambulava pelas ruas estreitas do centro velho e desviava dos corpos estendidos que ia encontrando pelas calçadas. Naqueles tempos de crise a população de moradores de rua havia aumentado e era frequente encontrá-los. A cidade crescera pelos lados do espigão e o progresso levara para lá bancos e escritórios e, onde antes eram mansões de barões do café, agora se erguiam prédios e mais prédios que disputavam entre si quem chegaria mais perto das barbas brancas do porteiro do Céu. O velho centro mantinha, contudo, um ar aristocrático com suas construções “art-déco” e postes de ferro preto. Bares nas esquinas, farmácias nas praças e, pelas ruas, magotes de gente em busca do comércio variado onde era possível se achar de um tudo. Em ruas especializadas podia-se garimpar de miudezas a preciosidades e José Maria acabara de entrar na ruela d...