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Mostrando postagens de março, 2019

TEORIA DA RELATIVIDADE

            O bicho homem é o bicho mais estranho que a mãe Natureza inventou. Isto pode parecer bobagem, mas não é, basta pensar um pouco, sem preconceito, e logo constatamos que é verdade. Mesmo que se compare a espécie humana com um ornitorrinco ou com um dinossauro do período jurássico, animais sem dúvida estranhíssimos, ainda assim o troféu continua a ser nosso. Somos os únicos que temos medo da morte e, apesar disso, únicos a destruir o planeta em que vivemos; somos os únicos que amam o próximo e os únicos que o assassinam; somos os únicos que entesouram riquezas, mas matamos o futuro em que seriam gozadas.             Por que somos assim? O que nos diferencia de todos os outros seres que a Natureza criou? Atrevo-me a responder: foi um pedaço de pau.             O homem é realmente um animal inventivo, in...

CLUBE DA BENGALA

            Na realidade nem clube é, apenas uma reunião de amigos que, lá por volta dos anos oitenta, resolveram se encontrar todo mês para jantar e jogar conversa fora. Estavam então em idade fértil trabalhando para construir o futuro, cada qual em sua área e segundo a competência. Para isso dispunham ainda da energia que sobrara da juventude recém ultrapassada. Conversavam de tudo, de serviço e de mulheres, de futebol e de mulheres, de filmes e de mulheres, de falta de dinheiro e ... de mulheres. Quando passava uma delas perto da mesa que ocupavam, se bom exemplar fosse, as cabeças rodavam nos pescoços para acompanhar, em seu apogeu tangencial, a órbita que a bela executava. Então, se o assunto da conversa tivesse sido outro, no ato era esquecido; voltavam a falar de mulheres.             Alguém se lembrou um dia de botar nome no grupo. Assunto sem importância, nem c...

ACONTECEU NO OUTRO MILÊNIO

(Memórias de um lembrador)             Era uma vez o menino que já fui um dia e suas reinações no milênio que já não é.             E é tudo verdade!             Só para mostrar como as coisas acontecem na vida da gente sem lógica ou razão, conto o sucedido em uma noite tenebrosa. Estávamos todos já deitados a caminho do sono, quando manifestei o desejo de dormir na casa de tia Diola, irmã de meu pai; morava ela a quase um quilômetro de distância. Naturalmente, com toda razão, a mãe disse não e mandou que eu dormisse; insisti, ela recusou novamente; comecei a chorar, queria porque queria; o pai entrou na história: cala a boca menino! A entrada do pai na história não era um bom sinal, geralmente terminava em surra. Avaliei a situação, não estava ficando boa para meu lado, mas com que cara ia desistir, depoi...