José Carlos Montanha nasceu mirrado, cresceu mirrado e mirrado se tornou. De grande conservou apenas o sobrenome. Criança frágil, foi saco de pancadas dos coleguinhas de escola; moço fracote, foi jogador reserva; homem feito, usado como padrão de insignificância. E, no entanto, tinha lá suas ambições. Queria ser feliz. Desmentindo todos os axiomas das sete psicologias não era complexado, levava numa boa as gozações de que era alvo e até se divertia com elas. Esse bom gênio conseguia desarmar os espíritos e fazer amigos, que o estimavam com sinceridade. Como todo José Carlos, seu apelido não podia deixar de ser Zeca; naturalmente começou como Zequinha, mas, com os anos, acabou mesmo por virar Zeca, evolução natural, comum aos inúmeros homônimos, porém, diferente destes,...